Isso porque a banda completa 15 anos de carreira e o repertório da turnê comemorativa, sem espaço para gorduras no festival, foi todo preenchido com sucessos. Com isso na mão, ficou fácil de agradar ao público, que cantou junto o tempo inteiro. Inteiro.
Essa experiência de estrada, acumulada em milhares de shows Brasil afora, seja em festivais de verão, festas de peão ou feiras agropecuárias, fizeram de Rogério Flausino um showman que não se abala com grandes multidões.
Mais: fizeram da banda um autômato pop, que entra em cena, faz o que tem de fazer e ainda por cima acena para a câmera - vez que outra, Flausino e o guitarrista Marco Túlio Lara pareciam mais preocupados em fazer uma cara bacana para o cinegrafista do que olhar para as milhares de pessoas na frente.

Qual o segredo de tanto sucesso? Bem, se antes o Jota Quest, quando ainda era apenas o nome de um desenho animado, se orgulhava das raízes soul music, aos poucos foi incorporando os ingredientes do pop comercial mais rasteiro e facilmente assimilável. Letras românticas, para cima, otimistas, batizadas sempre com uma frase que está no refrão, fáceis de aprender e cantar, são um deles.
Some um certo talento para melodias, faro para referências - o Jota Quest não tem medo de pegar nada emprestado - e pronto, eis uma banda perfeita para as FMs. Falta um pouco de personalidade, claro, mas isso nunca foi garantia de discos vendidos. Cara brasileira? Pouca ou nenhuma, tanto que o som do grupo está há tempos sendo embalado para o mercado internacional. Na Argentina tem dado certo.
Não tanto como deu aqui, é verdade. Nestas terras, o Jota Quest não precisa fazer muito para ganhar a plateia. No Rock in Rio, foi fácil demais.
IG
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