segunda-feira, 7 de março de 2011

Carnaval - SP

O primeiro dia de desfiles no Anhembi foi aberto pela Unidos do Peruche, que está retornando ao Grupo Especial. A escola enfrentou vários problemas para desfilar contando a história do Teatro Municipal. Dois carros alegóricos não entraram na Avenida. A agremiação também excedeu o tempo em 3 minutos, terminando o desfile com 68 minutos, sendo o máximo permitido 65 minutos e deve ser penalizada.


Em seguida, a Tom Maior, trouxe à Avenida um enredo sobre São Bernardo do Campo, em que não faltaram referências ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que não desfilou.


A Tucuruvi exaltou o povo nordestino em seu desfile com muitas cores e alegria. Assinado pelo carnavalesco Wagner Santos, o enredo "Oxente, o que seria da gente sem essa gente? São Paulo - capital do Nordeste " retratou o artesanato, a culinária, a fé,a dança e, sobretudo, a garra e a vontade de vencer do povo nordestino.














A Rosas de Ouro, campeã do ano passado, apresentou um enredo que falava da sorte. Com fantasias luxuosas e carros alegóricos impecáveis, a agremiação levou para a Avenida elementos conhecidos, como figa, trevo de quatro folhas e ferraduras. A escola da Freguesia do Ó fez um desfile impecável, apesar do final de desfile tenso para não estourar o tempo.




A Mancha Verde conta com a força dos gênios da humanidade para brigar pelo título inédito no carnaval de São Paulo. O apelo pop das personalidades homenageadas, de fácil identificação, ajudou bastante na compreensão do enredo e na animação do público. Com o enredo "Uma ideia de gênio", a escola contou a história de inventores, artistas e cientistas que mudaram a humanidade. A escola recebeu a maior nota do público no site da Globo.


A Vai-Vai homenageou o maestro João Carlos Martins, que virou regente após sofrer problema nas mãos e ter que abandonar o piano. A escola levantou o público nas arquibancadas.Emocionado na concentração do Anhembi, o homenageado disse que não estava nervoso, mas que é mais tranquilo estar no Carnegie Hall, em Nova York, do que no Sambódromo paulistano. O maestro desfilou a pé, "regendo" a bateria da Vai-Vai.


Com o enredo “Abraão, o patriarca da fé”, a Pérola Negra fechou a primeira noite de desfiles no Anhembi quando já passava das 8h deste sábado (5). A escola precisou se esforçar nesta semana para superar os estragos provocados pelo temporal de domingo (27). Alegorias ficaram destruídas por causa da enchente que atingiu o barracão.


Nenê da Vila Matilde começou o desfile com cerca de 50 minutos depois do previsto. Um dos destaques ficou com medo de subir no carro alegórico. Mas foi só o grito do samba começar e tudo foi deixado de lado. A comissão de frente agradou: a ex-rainha do Carnaval 2010, Deborah Caetano, encenou a mulher de Ló e se transformou numa estátua de sal durante o desfile na avenida. No fim do desfile da agremiação, surgiu o carro alegórico Máquina da Vida. Nele, uma grande estátua do 'Seu Nenê', Alberto Alves da Silva, o fundador da escola, que morreu no ano passado. O desfile deste ano foi uma homenagem da escola a ele. 


Mocidade AlegreA Mocidade encantou a avenida com um enredo que fala sobre mágica e ilusões. Os truques de mágica e ilusionismo alegra crianças e adultos há várias gerações. Baralhos, moedas, coelhos, cartolas e varinhas são artefatos clássicos dos grandes mágicos.
Geralmente, o segredo está em desviar a atenção do público para um outro ponto enquanto o mecanismo que transforma o normal em extraordinário é acionado. 




Águia de Ouro
A Águia de Rosas seguiu o samba-enredo ao pé da letra e colocou fogo, literalmente, na avenida.
O carro alegórico decorado com dinossauros, mamutes e um vulcão tem um efeito especial que lança uma enorme chama para o alto. O calor pode ser sentido na lateral da passarela.
Ao lado do carro "flambado", caminha um grupo de bombeiros a postos. No carro, as belas passistas animam a pláteia. Porém, uma passista levantou o pessoal da arquibancada. Adriana Cavalcanti estava fantasiada de chama e realmente pôs fogo na platéia.



Unidos de Vila Maria
O tema da agremiação da zona Norte foi o Teatro Amazonas, em Manuas. Uma obra magnífica e exuberante construída durante o próspero período da borracha.
A Paraguaia Larissa Riquelme, que se protagonizou ao colocar um aparelho celular entre os seios durante a última Copa na África do Sul, foi destaque da Unidos de Vila Maria no Carnaval. Ensaiando samba no pé, a estrangeira não fez feio e encantou o público do Anhembi. 


Gaviões da Fiel
Ao que tudo indica, a Gaviões é uma das candidatas ao título do Grupo Especial deste ano. Nenhum carro quebrado, desfile dentro do limite de tempo e uma grande torcida nas arquibancas.
Este foi o resumo da apresentação da escola de samba da torcida do Corinthians. Após o fechamento do portão, os integrantes da escola comemoram como se o Corinthians tivesse ganhando um título.
O presidente Eduardo Frontes considerou o desfile como "ótimo" e espera as melhores notas possíveis.

X-9 homenageia crianças contando história de Didi
A escola X-9 Paulistana exaltou o universo infantil ao retratar a trajetória de Renato Aragão, o trapalhão Didi. Companheiros de carreira como Dedé estiveram presentes no desfile.
Joana Machado, a rainha da bateria, foi uma das estrelas da X-9 Paulista, que trouxe como tema na avenida o universo infantil ao falar o humorista Renato Aragão, o eterno trapalhão.

Império de Casa Verde encerra a folia com muita cerveja
Samba combina quase obrigatoriamente com cerveja. E é justamente a bebida mais popular no verão brasileiro que foi a homenageada pela Império da Casa Verde.
A bebida é apreciada por nobres e plebeus, como conta o samba-enredo da agremiação da zona Norte, o rei Dom João 6º era um grande entusiasta da cerveja escura. A fermentação de cereais que dá origem à cerveja, é conhecida e praticada pela humanidade há, pelo menos, 4 mil anos.




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