"A Bela e a Fera" já havia sido adaptada com êxito para o cinema em 1946, no clássico de Jean Cocteau, e foi responsável pela primeira indicação de um desenho animado ao Oscar, na categoria de melhor filme, na produção homônima da Disney, que acabou levando duas estatuetas (trilha e canção original) em 1992.
Aqui, mesmo mantendo alguns elementos da história original - a maldição da bruxa e a busca do amor como antídoto para o encanto, por exemplo -, o máximo que se consegue é a caracterização de um personagem bizarro que, dependendo do lugar em que circule, nem será tão notado assim. Ao contrário, poderá até ser valorizado por suas extravagâncias.

E assim tem sido, tanto que ele vence a eleição, apesar da propaganda contrária feita por Kendra (Mary-Kate Olsen), uma moça enigmática, com fama de bruxa e o rosto marcado por cicatrizes, que ele não perde a oportunidade de ridicularizar. Durante uma festa, ao ser confrontado por Kendra, ela revela seus poderes mágicos e o transforma em um ser repugnante, desfigurando seu rosto e todo seu corpo com grossas cicatrizes com o formato de raízes. Para quebrar o encanto, ele terá de dar provas de humildade e conquistar o amor de uma mulher, mesmo sendo feio de doer.
Antes mesmo de ser enfeitiçado, ele estava interessado em Lindy (Vanessa Hudgens, de "High School Musical"), que concorria em outra chapa, mas ela não lhe dava bola. Ele teme que, se não for correspondido, permanecerá deformado para sempre. Resta saber se a bela garota de bom coração está disposta a beijar o sapo para quebrar o encanto. Mas esse já é outro conto de fadas.
UOL
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