segunda-feira, 26 de setembro de 2011

RIR - Capital Inicial faz show enérgico e estremece Rock in Rio

Não precisa ser fã do Capital Inicial para reconhecer: a banda estremeceu o palco Mundo do Rock in Rio. Abusando das pancadas, o grupo comandado por Dinho Ouro Preto fugiu ao setlist programado e fez uma apresentação enérgica e impecável, com o vocalista visivelmente emocionado, sem parar de rir, diante da enorme plateia que pulou como em poucos momentos até agora no festival. Houve espaço para covers do Aborto Elétrico (banda de Brasília formada por membros do Capital e por Renato Russo) e até do The Clash, mas a música do Raimundos, prevista inicialmente, ficou fora provavelmente por falta de tempo.

Curiosamente, o show começou leve, mas com bastante empolgação. Dinho, elétrico, cantou “Como se sente” e, em seguida, o petardo “Independência”, que tirou o público do chão. Depois de “Quatro vezes você”, Dinho se derreteu: “C... quanta gente, olha isso! O meu coração está disparado! Tenho de me acalmar. Vamos cantando e depois converso mais com vocês. Essa é para quem gosta de enfiar o pé na jaca”, disse o cantor, reproduzindo os dizeres da sua camisa em inglês “Party Hard”.

As primeiras palavras da letra de “Natasha” já provocaram histeria coletiva, com o público cantando tudo, mesmo quem estava mais distante do palco. Após “Depois de meia-noite”, Dinho lançou “Como você devia estar” e a balada “Primeiros erros”, que teve momento de silêncio do cantor para que o público assumisse o vocal.
“Agora chega de balada, rock na veia”, determinou Dinho, para iniciar uma sequência infernal. Sob efeito de cortisona, por causa de dores na perna, deu a impressão de que pularia feito louco mesmo sem o medicamento. O cover de The Clash, “Should I stay or should I go”, botou o povo para pular. Emendou com Aborto Elétrico. “Música urbana” terminou com a plateia em êxtase.

Antes do petardo seguinte, também do extinto Aborto Elétrico, ele novamente conversou com a plateia. “A gente gostava de andar de skate, tocar rock e falar mal do governo, qualquer que fosse, porque são todos iguais. Nunca confie em um político. Essa é dedicada ao José Sarney”, avisou para lançar “Que país é este?”, que não estava na programação, com o público respondendo em peso: “É a p... do Brasil!”. E a multidão fez um coro "Ei Sarney vai tomar no C* , que claro foi noticiado por poucas emissoras.

A banda ainda tocou “Fátima”, “Veraneio vascaína (Aborto Elétrico) e encerrou com “À sua maneira”, pedindo, antes de sair do palco, para todos levantarem as mãos e gritarem: “Do c...!”, para que o grupo tirasse uma foto. Não houve quem não batesse palmas.

Para muitos o show da banda foi o melhor do RIR até agora.

IG

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