Curiosamente, o show começou leve, mas com bastante empolgação. Dinho, elétrico, cantou “Como se sente” e, em seguida, o petardo “Independência”, que tirou o público do chão. Depois de “Quatro vezes você”, Dinho se derreteu: “C... quanta gente, olha isso! O meu coração está disparado! Tenho de me acalmar. Vamos cantando e depois converso mais com vocês. Essa é para quem gosta de enfiar o pé na jaca”, disse o cantor, reproduzindo os dizeres da sua camisa em inglês “Party Hard”.
As primeiras palavras da letra de “Natasha” já provocaram histeria coletiva, com o público cantando tudo, mesmo quem estava mais distante do palco. Após “Depois de meia-noite”, Dinho lançou “Como você devia estar” e a balada “Primeiros erros”, que teve momento de silêncio do cantor para que o público assumisse o vocal.

Antes do petardo seguinte, também do extinto Aborto Elétrico, ele novamente conversou com a plateia. “A gente gostava de andar de skate, tocar rock e falar mal do governo, qualquer que fosse, porque são todos iguais. Nunca confie em um político. Essa é dedicada ao José Sarney”, avisou para lançar “Que país é este?”, que não estava na programação, com o público respondendo em peso: “É a p... do Brasil!”. E a multidão fez um coro "Ei Sarney vai tomar no C* , que claro foi noticiado por poucas emissoras.
A banda ainda tocou “Fátima”, “Veraneio vascaína (Aborto Elétrico) e encerrou com “À sua maneira”, pedindo, antes de sair do palco, para todos levantarem as mãos e gritarem: “Do c...!”, para que o grupo tirasse uma foto. Não houve quem não batesse palmas.
Para muitos o show da banda foi o melhor do RIR até agora.
IG
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